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Integração entre startups e grandes corporações, transformação digital e o futuro da Internet, dominam o Rio Info 2018

Audima, DocPad, Magtab e Smart Vibe são as quatro startups selecionadas pelo Salão da Inovação do Rio Info 2018 para receberem bolsas de aceleração que as levarão para três meses de estágios em San Antonio, no Texas. Elas formaram o contingente de mais de 3.200 inscritos na 16a edição do evento encerrada nesta terça-feira, dia 25 no Rio de Janeiro.

Durante os dois dias os seminários abrangeram os mais diversos temas relacionados à TI e contaram com anúncios como os de duas linhas de investimentos, feitos pelo BNDES e pela Finep. O diretor do departamento de TICs do BNDES, Ricardo Rivera, adiantou a criação do BNDES 10, previsto para ser lançadoa até o final deste ano. O crédito beneficiará as empresas com faturamento entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões. Já o diretor de planejamento e gestão de risco da Finep, Márcio Girão, anunciou a criação de uma linha de financiamento específica para as empresas interessadas em comprar software e serviços de desenvolvedoras brasileiras e multinacionais. Ainda sem nome, já foi batizada de Finep Soft, a iniciativa deverá ser anunciada em até 30 dias.

A declaração de apoio do Sindicado das Empresas de Informática (TI Rio) e Riosoft ao Sistema Sebrae marcou a abertura do Rio Info. O diretor executivo da Riosoft e coordenador geral do evento, Alberto Blois, leu uma nota na qual as entidade declararam oposição à medida provisória assinada pelo presidente Michel Temer que retirou R$ 200 milhões do orçamento da entidade a serem destinados à Agência Brasileira de Museus, criada no mesmo ato.

Segundo Blois, o corte de recursos pode causar graves prejuízos ao Sistema Sebrae e às milhares de micro e pequenas empresas por ele atendidas em todo o país. “As MPEs desempenham papel estratégico na economia brasileira para a promoção do emprego, geração de renda e redução das desigualdades sociais. Não se veste um santo descobrindo o outro”.

Planejar o futuro da Internet, para reeditar um novo movimento com governo, setor privado, academia e sociedade e dar um salto na economia digital é uma necessidade do país, segundo Tadao Takahashi, um dos fundadores da Internet brasileira e o segundo brasileiro a fazer parte do Hall da Fama da Internet. Durante o seminário ‘O Brasil e a sua Internet em 2030″ o especialista e criador do projeto “i2030”, disse que  sensação que é de que o Brasil ficou parado no tempo e esqueceu de planejar o futuro. A ideia do i2030 – afirma- é definir ações que possam vir a ser cumpridas. “Tentar não repetir os erros do passado. Nós perdemos a oportunidade de produzir roteadores em 1995. Os chineses aproveitaram. Não podemos errar mais”.

Propor medidas e ações de enfrentamento ao racismo e sexismo nas empresas brasileiras, com estabelecimento de processos com metas para inclusão no mercado de trabalho são caminhos indicados durante o inédito seminário “Diversidade na TI”, realizado com foco na sub-representação dos dois grupos nos empregos ocupados no mercado. Um grupo de trabalho para dar sequência ao debate realizados no evento está em criação, reunindo os palestrantes e parte expressiva da plateia que indicou seus nomes para participação.

Entre as palestras esteve a apresentação do estudo  do “Raio X da desigualdade na TI” apresentados por Thaisa Ranieri (Confitec), segundo o qual  mulheres ganham, em média, 75% do salário do homem. No caso de mulheres negras cai para 50% (Banco Mundial). Entre os funcionários de tecnologia apenas 30% são mulheres e delas somente 7%  chegam aos cargos de gestão, dentre as quais menos de 1% são negras.” O seminário abordou desde o acesso ao ensino de tecnologia, os processos de recrutamento e seleção, as oportunidades de trabalho, o desenvolvimento de carreiras e o desenvolvimento de lideranças jovens.

A intensificação das parcerias entre startups e grandes corporações foi o tema central do seminário Health Tech, com a participação de responsáveis por programas de inovação aberta (Open Innovation), que apontaram características e caminhos do mercado atual. Thiago Julio, da Dasa (medicina diagnóstica), por exemplo, acredita que as empresas têm alterado seus padrões e têm ficado mais abertas novos sistemas de transformação digital. Ele entende ser um passo necessário para manter espaço no novo cenário. “Por mais que este movimento não seja facilmente perceptível, tem sido feito e nele estão os novos relacionamentos com as pequenas empresas de inovação tecnológica”, afirma.

Gabriela de Salles van der Linden, da Rede d´Or, diz que as startups têm dois caminhos: caminhar sozinhas ou se abrir ao relacionamento a diferentes tipos de parcerias. “Ao expandir suas ações sugiro integrar-se com outras startups e/ou propor parcerias a empresas de tecnologia de maior escala, caso possuam um plano de negócios cujo interesse seja a expansão. Ou seja, abrir o leque de empresas-cliente para as quais vendam seus serviços e com as quais atuem simultaneamente”.

Em entrevista ao TIRioTV, Alberto Blois, coordenador geral do Rio Info, faz um balanço da 16ª edição do maior econtro de tecnologia e negócios do país e fala sobre as expectativas para 2019. Assista!

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